https://www.youtube.com/my_videos?o=U
Irã enforca jovem que se dizia vítima de tentativa de estupro
A execução estava prevista para o mês passado, mas uma campanha online levou ao adiamento
A iraniana havia esfaqueado Morteza Sarbandi — ex-funcionário do Ministério de Inteligência — depois que ele tentou estuprá-laAFP
O Irã enforcou uma jovem de 26 anos condenada por matar um homem que, na sua versão, teria tentado estuprá-la, apesar de uma campanha internacional ter pedido o cancelamento da execução.
De acordo com a agência de notícias estatal Tasnin, Reyhaneh Jabbari foi executada na manhã deste sábado depois que sua família não conseguiu obter o consentimento de parentes da vítima para livrá-la da forca.
Sua mãe, Shole Pakravan, confirmou a execução em entrevista ao serviço iraniano da BBC. Ela também disse que na sexta-feira foi autorizada pelo governo a visitar a filha por uma hora.
A execução da iraniana estava prevista para o mês passado, mas acredita-se que uma campanha feita nas redes sociais tenha levado ao seu adiamento.
Jabbari foi presa em 2007 e ficou em detenção solitária por dois meses, durante os quais teria sido impedida de contactar um advogado ou integrantes da sua família.
Ela havia sido condenada à morte em 2009.
O caso
A iraniana dizia que havia esfaqueado, pelas costas, Morteza Abdolali Sarbandi — ex-funcionário do Ministério de Inteligência do Irã — em legítima defesa, depois que ele tentou estuprá-la.
Também alegava que uma outra pessoa, que estava no local, havia matado Sarbandi. Mas segundo Jalal Sarbandi, filho do ex-funcionário do Ministério de Inteligência, a jovem teria se recusado a identificar essa pessoa.
A família de Sarbandi defende que o assassinato foi premeditado e, segundo a Justiça iraniana, Jabbari não conseguiu provar que agiu em legítima defesa.
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, porém, classificou a investigação do caso como "profundamente falha".
"Essa é mais uma mancha sangrenta no histórico dos direitos humanos no Irã", disse o vice-diretor para o Oriente Médio e o Norte da Àfrica da Anistia Internacional, Hassiba Hadj Sahraoui.
"Infelizmente, esse caso está longe de ser incomum. Mais uma vez o Irã insistiu em aplicar a pena de morte apesar de sérias dúvidas sobre se o julgamento foi justo."
Segundo a ONU, o Irã executou 250 pessoas neste ano.
Dia do julgamento – maio de 2014
21 de outubro de 2014 às 12:17 - Por Marcelo Ribeiro
‘Diante de uma atrocidade, o que constitui uma boa foto?’, às vezes me perguntam. Minha resposta cabe em poucas palavras: a fotografia é a minha linguagem. (Sebastião Salgado)

Muito antes de ser um fotojornalista, eu já apreciava o trabalho de grandes fotógrafos como Steve McCurry e Sebastião Salgado. Ficava fascinado, pensando em como seria fotografar em meio à guerra ou a outras calamidades. No entanto, a história trágica de Kevin Carter, outro fotógrafo renomado, que se matou aos 33 anos, assombrado pelas vívidas memórias de mortes, raiva, dor e de crianças feridas, me fez ver o outro lado do trabalho de um repórter fotográfico. Desde então, uma pergunta me persegue: qual é o momento em que um fotógrafo deve abaixar a câmera?
Era uma pauta simples. Tinha apenas que ir ao Parque Independência e fazer uma foto de um condomínio em construção. No entanto, logo na entrada do bairro, ouvi uma gritaria estranha e me deparei com três rapazes batendo em um jovem. Os gritos eram de desespero da mãe, que tentava defender o filho dos agressores.
Ao perceber o tumulto, pedi ao motorista que parasse o carro do lado e desci correndo em direção ao envolvidos. Diante daquela violência, fiz o que julguei certo naquele momento para dissuadir ou intimidar os agressores: fotografei. Um deles se afastou imediatamente, talvez por medo de ser identificado. Um homem apareceu tentando separar a briga e foi ameaçado. Eu continuei fotografando, cada vez mais perto, numa tentativa de mostrar aos jovens que tudo aquilo estava sendo registrado. Eles foram embora em direção ao bairro.
Liguei para polícia e me identifiquei como sendo da imprensa e relatei o ocorrido. O rapaz e a mãe foram acolhidos por um morador. Seguimos em direção ao Parque Independência e fomos ameaçados pelos agressores. Decidimos voltar e no caminho não encontramos mais ninguém. Nenhum boletim de ocorrência foi registrado.
Se me perguntarem se fiz tudo o que podia pelas vítimas naquele dia, responderia que não. Afinal, quase sempre poderíamos ter feito mais ou, pelo menos, diferente. No entanto, se a dúvida fosse ‘você fez o seu melhor?’, a resposta seria ‘com certeza, eu fiz’, pelo menos para aquela situação. No dia seguinte, alguém com o jornal na mão me disse: você viu isso e não ajudou? Ajudei, sim, eu fotografei.
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,arrecadacao-com-multas-de-transito-mais-que-duplica-nos-ultimos-4-anos,784595O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,arrecadacao-com-multas-de-transito-mais-que-duplica-nos-ultimos-4-anos,784595O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,arrecadacao-com-multas-de-transito-mais-que-duplica-nos-ultimos-4-anos,784595O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,arrecadacao-com-multas-de-transito-mais-que-duplica-nos-ultimos-4-anos,784595

O Fantástico foi até a periferia de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul para documentar uma situação absurda: um edital que está pronto para ser publicado prevê a instalação de uma lombada eletrônica em uma rua de chão batido, onde só passam carroças e bicicletas e onde galinhas dividem espaço com poucos pedestres. O que está por trás desse escândalo? Corrupção.
Fraudes e muitas negociatas. É um retrato escandaloso de como funciona a indústria das multas no Brasil. Uma indústria que fatura R$ 2 bilhões por ano.
A investigação do Fantástico começa em Porto Alegre. Na capital gaúcha, o representante da empresa Engebrás, Marcio Paim Velho, se prepara para negociar a instalação de lombadas eletrônicas e radares fixos, também conhecidos como pardais.
A conversa foi registrada com uma câmera escondida pelo repórter do Fantástico Giovani Grizotti, que se passou por funcionário de uma prefeitura gaúcha e teve a colaboração de um ex-funcionário público do Rio Grande do Sul com experiência em licitações na área de trânsito.
Marcio faz uma avaliação de quanto pode pagar de propina. Ele diz que, em média, 10%. “Se quiser um pouquinho mais, um pouquinho menos, depende”.
Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito criou regras para a instalação de controladores eletrônicos de velocidade no Brasil. Pelas normas, é preciso um estudo técnico que leva em conta itens como quantidade de veículos e pedestres que utilizam a via, índices de acidentes e a velocidade permitida. Só com esse estudo, feito por empresas especializadas, é que pode ser autorizada a instalação de pardais e lombadas.
O representante da Engebrás indica uma empresa para fazer os estudos técnicos: ACT, de Porto Alegre.
Chamados pelo repórter e sem saber que estão sendo filmados, os três sócios da ACT foram até uma prefeitura do Rio Grande do Sul. Dois deles são também funcionários do governo gaúcho e um do governo federal.
São eles: João Otávio Marques Neto, funcionário da Eletrosul, uma estatal da área energética; Gisele Vasconcelos da Silva, técnica da diretoria do Detran do Rio Grande do Sul; e Paulo Aguiar, coordenador do setor de lombadas eletrônicas e radares do Daer, o departamento de estradas do estado.
Paulo Aguiar responde a processo sob a acusação de ter favorecido a Engebrás em um contrato que causou um prejuízo de R$ 13 milhões aos cofres do estado. A Engebrás foi a empresa que indicou os serviços da ACT ao repórter.
Dias depois do encontro na prefeitura, Paulo Aguiar recebeu o repórter supostamente interessado em contratar a ACT. O negócio é privado, mas a conversa foi na sala do Daer, em Esteio, Região Metropolitana de Porto Alegre. Paulo Aguiar propõe uma fraude: a contratação da empresa seria pela modalidade carta-convite, pela qual a prefeitura convida três fornecedores a apresentar um orçamento para depois escolher o de menor valor. Paulo indica duas empresas parceiras que devem ser convidadas a elaborar orçamentos. Elas vão apresentar um preço maior. Assim, a proposta da ACT será mais barata, e vai vencer a licitação
“Sem problema. Tenho mais duas empresas que trabalham comigo”, garante.
O contrato é fechado em outro prédio público. Desta vez, o segundo sócio da ACT, João Otávio, recebe o repórter na Eletrosul. Ele tenta aumentar o valor do contrato e oferece uma propina.
“Não dá para subir um pouquinho? Eu até passaria um percentual de comissão de 10%”, diz.
Gisele Vasconcelos, terceira sócia da ACT, entrega o orçamento na frente do prédio do Detran gaúcho, onde trabalha, e reforça que os outros dois orçamentos serão enviados pelo correio, com valores maiores, conforme combinado.
Os valores enviados pelos Correios são um pouco maiores que o da ACT, que apresentou um custo de R$ 20 mil.
No dia marcado para o pagamento, o ex-funcionário público que acompanhou as negociações aparece com um envelope supostamente contendo os R$ 20 mil da concorrência fraudada. Logo em seguida, chega o repórter do Fantástico.
Repórter: O que tem nesse envelope? Vocês estão fazendo alguma negociação aqui?
XXX: Não, senhor. Estamos almoçando, e esse cidadão veio aqui falar conosco.
Repórter: Quem é esse cidadão?
XXX: O senhor me desculpe, mas eu não posso.
Repórter: O senhor conhece esse cidadão que estava aqui?
XXX: Não. Não conheço. Ele chegou aqui e sentou. Não conheço.
Repórter: Nunca viu ele?
XXX: Não.
Repórter: Vocês não ofereceram propina para esse cidadão?
XXX: Pelo amor de Deus.
A investigação segue no rastro das fraudes praticadas pelas empresas que fabricam radares. Uma delas é a Perkons, de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, que tem contratos no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A Perkons diz que inventou a lombada eletrônica e é líder no segmento no Brasil.
Alexandre Carvalho representa a empresa no Rio Grande do Sul. Logo no começo, ele revela como garantir a Perkons como a fornecedora dos radares para uma prefeitura, antes mesmo de começar a licitação: preparando um edital viciado.
Quem senta para negociar é o gerente da Perkons, Jobel Araújo, que confirma a oferta de propina feita pelo vendedor Alexandre Carvallho.
“O Alexandre me falou 8,5% daquele valor, mais que isso começa a ficar inviável”, diz.
A empresa preparou o edital sem realizar um estudo técnico, como manda a lei, para saber se nesses locais é necessário instalar os radares. Preste atenção no edital: Rua Gralha Azul. Este é o endereço que apareceu no começo da reportagem. Na viela de chão batido, a empresa confirma a necessidade de instalar lombada eletrônica. E nas quatro faixas. Que faixas são essas?
“É um absurdo, uma falta total de critério. Ela não é nem pavimentada. Não tem as mínimas condições técnicas para que se justifique a implantação de uma lombada eletrônica”, avalia o engenheiro de trânsito Mauri Pânitz.
Outras revelações comprovam a falta de critérios para instalar radares no país. Em Curitiba, há empresas que oferecem negócios mais lucrativos para as prefeituras corruptas. O encontro com o Alexandre Matschinke, vendedor da Dataprom, revela uma cena de corrupção explícita.
“Se tu me ‘der’ abertura para eu ir lá e montar o teu projeto inteiro, ‘você’ vai me falar: ‘Eu quero 15%, eu quero 10%’. Eu coloco isso no valor”, diz Alexandre Matschinke.
Ele admite que o custo da propina sai do bolso do contribuinte. Esqueça os percentuais comuns nesse tipo de negociação. Aqui, é tudo no meio a meio.
Outra empresa: a CSP, de Florianópolis, mesma prática. O vendedor Tiago Rodrigues diz que pode negociar de 12% a 15% de propina. “Como o montante é maior, eu posso negociar com que o diretor dê uns 15% tranquilamente”, afirma.
Negociada a propina pelo vendedor Tiago Rodrigues, é marcada a entrega do edital.
Até aqui ele imagina estar negociando com um assessor da prefeitura. Mas, quando o repórter se identifica, ele passa a negar tudo o que havia admitido segundos antes.
“Na verdade, não é direcionado. Eu não tenho nada para falar”, despista, afirmando que não ofereceu propina.
Ainda em Curitiba, o esquema se repete com a Consilux, que tem radares na capital paranaense e em São Paulo. Quem negocia é o diretor comercial, Heterley Richter Júnior. Ele promete o edital já pronto. A propina oferecida pela Consilux: 5%. O diretor da Consilux enviou a cópia do edital pela internet.
E será que todos os motoristas são iguais perante os radares? A resposta é não. É possível anular multas de apadrinhados políticos, amigos, parentes.
Perguntado se existe alguma maneira de livrar um cara desses da multa, o diretor comercial da Consilux assegura: “Tem. Você têm”. E confessa: a Consilux já anulou multas em Curitiba. Segundo ele, ninguém descobriu.
A equipe de reportagem segue para São Paulo, outro mercado explorado pela indústria da multa. São Paulo é o estado brasileiro com o maior número de radares: 4 mil, quase 11 milhões de multas em 2010, uma a cada três segundos. Um representante de outro fabricante de radares, a Consladel, confirma a fraude que permite tirar multas antes que elas sejam enviadas ao Detran.
A partir daí, Cleberton Tintor segue o roteiro desse tipo de negociata: propinas, editais direcionados, fraudes.
“Eu tenho o edital pronto. Eu te passo os pontos e você ‘encaixa’ o valor que eu te dei.
Aí, eu acerto até o valor da comissão. Então, comissão de 3% a 5%, tira multa e direciona o edital”, explica.
Outra empresa paulista, a Splice, também faz parte do esquema ilegal. E as cenas flagrantes de corrupção se repetem. Sobra dinheiro até para a campanha eleitoral de prefeitos corruptos.
Para o vendedor da empresa, José Leandro Vitt, a fraude dos editais é comum no mercado. E acusa a concorrente gaúcha Eliseu Kopp de participar do esquema.
O Fantástico teve acesso a editais publicados por quatro prefeituras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina em que a Kopp venceu a licitação. Nos de Lagoa Vermelha, Erechim e Rio do Sul, trechos inteiros são exatamente iguais.
Sem saber que está sendo gravado o funcionário da Eliseu Kopp, Jean Carlos Ferreira, admite a montagem de editais para direcionar a licitar em favor da empresa.
“Esse aqui é o meu produto. Se você gostar, eu vou te dizer quais são as especificações dele. Eu vou te dar uma ajuda. E tu ‘vai’ montar. É assim que as prefeituras fazem. É legal”, afirma.
Não. Isso é crime contra as licitações. E contra o bolso do contribuinte.
“O que nós constatamos nesses editais são situações de possível direcionamento dessas licitações em função, por exemplo, da especificação dos equipamentos que estão sendo demandados. Um edital direcionado seria uma falha gravíssima”, diz Cezar Miola, vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Gande do Sul.
Há dois anos em Carazinho, no interior gaúcho, o promotor da cidade conseguiu suspender as lombadas e radares da Eliseu Kopp. Mas a razão foi outra. Ele descobriu que 85% da arrecadação com multas seriam repassados à empresa. Quanto mais multas, mais dinheiro para a Kopp. Em outra cidade do interior gaúcho, Vacaria, a cláusula do contrato que previa os repasses à empresa foi suspensa. Em um ano, a prefeitura economizou R$ 1 milhão.
O repasse de percentuais de multas às empresas como a Eliseu Kopp pode livrar milhares de motoristas das penalidades. Isso porque as multas podem ser anuladas. Foi o que decidiu a Justiça do Ceará depois de denúncia feita pelo procurador da República Oscar Costa Filho.
“Uma resolução do Contran de outubro de 2002 diz que todas aquelas multas que tenham com base em contratos que estipulassem a chamada cláusula de produtividade ou cláusula de remuneração – o que significa quanto mais multas se aplica mais se arrecada – devem ser imediatamente retiradas do sistema”, explica.
E o que acontece quando o radar não está onde deveria? Em 2009, um estudo apontou os 50 trechos de rodovias brasileiras onde mais acontecem acidentes com mortes.
“As pessoas que estão sendo mortas todos os dias no trânsito acabam sendo totalmente desvalorizadas por estudos que estão sendo mal feitos e radares mal colocados”, comenta o programador Israel dos Santos Rodrigues.
Segundo o levantamento, lidera o ranking de mortes um trecho na Rodovia BR-282, no oeste de Santa Catarina. Na semana passada, 27 pessoas morreram em um acidente envolvendo um ônibus e uma carreta.
“Nós temos que fiscalizar, usar os equipamentos disponíveis, a tecnologia que está aí para salvar vidas, desde que tenham critérios para isso. E, claro, um dos critérios é que não tenha falcatrua, tráfico de influências, interesses. Os radares devem estar nos locais onde realmente vão salvar vidas. E falcatrua com vidas é inadmissível”, ressalta Diza Gonzaga, da Fundação Thiago Gonzaga Vida Urgente.
O Fantástico pediu explicações para as empresas citadas na reportagem.
“A empresa não participa de acordos de mercado. A empresa não faz direcionamento de editais. Pelo que eu vi da declaração, foi dentro de uma conversa informal onde o funcionário estava dizendo ao pretenso representante da prefeitura que ele estava oferecendo uma especificação do produto. Até porque essa não é, não foi e nunca será a orientação da empresa”, afirma Nelson Momo, diretor da Kopp.
A Consilux também se manifestou.
“A nossa política é muito clara: não admitimos nada parecido com isso. Todos os nossos contratos são muito transparentes. Não existe a menor possibilidade de ter qualquer tipo de negociata”, diz o diretor-presidente da Consilux, Aldo Vendramin.
Em nota, a empresa Splice, de Votorantim, no interior de São Paulo, disse que repudia esquemas ilegais e que afastou o funcionário mostrado na reportagem.
Na capital paulista, a Consladel divulgou nota negando as irregularidades denunciadas e que o vendedor da imprensa imaginava estar negociando com um representante comercial, por isso, a oferta de comissão.
A Perkons, de Curitiba, disse que vai se manifestar depois de a reportagem ir ao ar. O advogado da Dataprom, também de Curitiba, disse que a empresa desconhece as práticas reveladas pelo Fantástico.
Procuradas, as prefeituras de Erechim e Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul, e Rio do Sul, em Santa Catarina, negaram que os editais tenham sido direcionados para favorecer a empresa Eliseu Kopp.
O secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, a quem o Daer é subordinado disse que o coordenador Paulo Aguiar será exonerado do cargo nesta segunda-feira (14).
“Ver um agente privado oferecendo vantagens a um agente público narrando essa obtenção de vantagens é realmente personificar corrupção e algo revoltante”, avalia o procurador-geral do Ministério Público de Contas do Rio Grande do Sul, Geraldo da Camino.
Fantástico (Rede-Globo) - Máfia das multas e lombadas eletrônicas fatura 2 bilhões por ano
O Fantástico foi até a periferia de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul para documentar uma situação absurda: um edital que está pronto para ser publicado prevê a instalação de uma lombada eletrônica em uma rua de chão batido, onde só passam carroças e bicicletas e onde galinhas dividem espaço com poucos pedestres. O que está por trás desse escândalo? Corrupção.
Fraudes e muitas negociatas. É um retrato escandaloso de como funciona a indústria das multas no Brasil. Uma indústria que fatura R$ 2 bilhões por ano.
A investigação do Fantástico começa em Porto Alegre. Na capital gaúcha, o representante da empresa Engebrás, Marcio Paim Velho, se prepara para negociar a instalação de lombadas eletrônicas e radares fixos, também conhecidos como pardais.
A conversa foi registrada com uma câmera escondida pelo repórter do Fantástico Giovani Grizotti, que se passou por funcionário de uma prefeitura gaúcha e teve a colaboração de um ex-funcionário público do Rio Grande do Sul com experiência em licitações na área de trânsito.
Marcio faz uma avaliação de quanto pode pagar de propina. Ele diz que, em média, 10%. “Se quiser um pouquinho mais, um pouquinho menos, depende”.
Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito criou regras para a instalação de controladores eletrônicos de velocidade no Brasil. Pelas normas, é preciso um estudo técnico que leva em conta itens como quantidade de veículos e pedestres que utilizam a via, índices de acidentes e a velocidade permitida. Só com esse estudo, feito por empresas especializadas, é que pode ser autorizada a instalação de pardais e lombadas.
O representante da Engebrás indica uma empresa para fazer os estudos técnicos: ACT, de Porto Alegre.
Chamados pelo repórter e sem saber que estão sendo filmados, os três sócios da ACT foram até uma prefeitura do Rio Grande do Sul. Dois deles são também funcionários do governo gaúcho e um do governo federal.
São eles: João Otávio Marques Neto, funcionário da Eletrosul, uma estatal da área energética; Gisele Vasconcelos da Silva, técnica da diretoria do Detran do Rio Grande do Sul; e Paulo Aguiar, coordenador do setor de lombadas eletrônicas e radares do Daer, o departamento de estradas do estado.
Paulo Aguiar responde a processo sob a acusação de ter favorecido a Engebrás em um contrato que causou um prejuízo de R$ 13 milhões aos cofres do estado. A Engebrás foi a empresa que indicou os serviços da ACT ao repórter.
Dias depois do encontro na prefeitura, Paulo Aguiar recebeu o repórter supostamente interessado em contratar a ACT. O negócio é privado, mas a conversa foi na sala do Daer, em Esteio, Região Metropolitana de Porto Alegre. Paulo Aguiar propõe uma fraude: a contratação da empresa seria pela modalidade carta-convite, pela qual a prefeitura convida três fornecedores a apresentar um orçamento para depois escolher o de menor valor. Paulo indica duas empresas parceiras que devem ser convidadas a elaborar orçamentos. Elas vão apresentar um preço maior. Assim, a proposta da ACT será mais barata, e vai vencer a licitação
“Sem problema. Tenho mais duas empresas que trabalham comigo”, garante.
O contrato é fechado em outro prédio público. Desta vez, o segundo sócio da ACT, João Otávio, recebe o repórter na Eletrosul. Ele tenta aumentar o valor do contrato e oferece uma propina.
“Não dá para subir um pouquinho? Eu até passaria um percentual de comissão de 10%”, diz.
Gisele Vasconcelos, terceira sócia da ACT, entrega o orçamento na frente do prédio do Detran gaúcho, onde trabalha, e reforça que os outros dois orçamentos serão enviados pelo correio, com valores maiores, conforme combinado.
Os valores enviados pelos Correios são um pouco maiores que o da ACT, que apresentou um custo de R$ 20 mil.
No dia marcado para o pagamento, o ex-funcionário público que acompanhou as negociações aparece com um envelope supostamente contendo os R$ 20 mil da concorrência fraudada. Logo em seguida, chega o repórter do Fantástico.
Repórter: O que tem nesse envelope? Vocês estão fazendo alguma negociação aqui?
XXX: Não, senhor. Estamos almoçando, e esse cidadão veio aqui falar conosco.
Repórter: Quem é esse cidadão?
XXX: O senhor me desculpe, mas eu não posso.
Repórter: O senhor conhece esse cidadão que estava aqui?
XXX: Não. Não conheço. Ele chegou aqui e sentou. Não conheço.
Repórter: Nunca viu ele?
XXX: Não.
Repórter: Vocês não ofereceram propina para esse cidadão?
XXX: Pelo amor de Deus.
A investigação segue no rastro das fraudes praticadas pelas empresas que fabricam radares. Uma delas é a Perkons, de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, que tem contratos no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A Perkons diz que inventou a lombada eletrônica e é líder no segmento no Brasil.
Alexandre Carvalho representa a empresa no Rio Grande do Sul. Logo no começo, ele revela como garantir a Perkons como a fornecedora dos radares para uma prefeitura, antes mesmo de começar a licitação: preparando um edital viciado.
Quem senta para negociar é o gerente da Perkons, Jobel Araújo, que confirma a oferta de propina feita pelo vendedor Alexandre Carvallho.
“O Alexandre me falou 8,5% daquele valor, mais que isso começa a ficar inviável”, diz.
A empresa preparou o edital sem realizar um estudo técnico, como manda a lei, para saber se nesses locais é necessário instalar os radares. Preste atenção no edital: Rua Gralha Azul. Este é o endereço que apareceu no começo da reportagem. Na viela de chão batido, a empresa confirma a necessidade de instalar lombada eletrônica. E nas quatro faixas. Que faixas são essas?
“É um absurdo, uma falta total de critério. Ela não é nem pavimentada. Não tem as mínimas condições técnicas para que se justifique a implantação de uma lombada eletrônica”, avalia o engenheiro de trânsito Mauri Pânitz.
Outras revelações comprovam a falta de critérios para instalar radares no país. Em Curitiba, há empresas que oferecem negócios mais lucrativos para as prefeituras corruptas. O encontro com o Alexandre Matschinke, vendedor da Dataprom, revela uma cena de corrupção explícita.
“Se tu me ‘der’ abertura para eu ir lá e montar o teu projeto inteiro, ‘você’ vai me falar: ‘Eu quero 15%, eu quero 10%’. Eu coloco isso no valor”, diz Alexandre Matschinke.
Ele admite que o custo da propina sai do bolso do contribuinte. Esqueça os percentuais comuns nesse tipo de negociação. Aqui, é tudo no meio a meio.
Outra empresa: a CSP, de Florianópolis, mesma prática. O vendedor Tiago Rodrigues diz que pode negociar de 12% a 15% de propina. “Como o montante é maior, eu posso negociar com que o diretor dê uns 15% tranquilamente”, afirma.
Negociada a propina pelo vendedor Tiago Rodrigues, é marcada a entrega do edital.
Até aqui ele imagina estar negociando com um assessor da prefeitura. Mas, quando o repórter se identifica, ele passa a negar tudo o que havia admitido segundos antes.
“Na verdade, não é direcionado. Eu não tenho nada para falar”, despista, afirmando que não ofereceu propina.
Ainda em Curitiba, o esquema se repete com a Consilux, que tem radares na capital paranaense e em São Paulo. Quem negocia é o diretor comercial, Heterley Richter Júnior. Ele promete o edital já pronto. A propina oferecida pela Consilux: 5%. O diretor da Consilux enviou a cópia do edital pela internet.
E será que todos os motoristas são iguais perante os radares? A resposta é não. É possível anular multas de apadrinhados políticos, amigos, parentes.
Perguntado se existe alguma maneira de livrar um cara desses da multa, o diretor comercial da Consilux assegura: “Tem. Você têm”. E confessa: a Consilux já anulou multas em Curitiba. Segundo ele, ninguém descobriu.
A equipe de reportagem segue para São Paulo, outro mercado explorado pela indústria da multa. São Paulo é o estado brasileiro com o maior número de radares: 4 mil, quase 11 milhões de multas em 2010, uma a cada três segundos. Um representante de outro fabricante de radares, a Consladel, confirma a fraude que permite tirar multas antes que elas sejam enviadas ao Detran.
A partir daí, Cleberton Tintor segue o roteiro desse tipo de negociata: propinas, editais direcionados, fraudes.
“Eu tenho o edital pronto. Eu te passo os pontos e você ‘encaixa’ o valor que eu te dei.
Aí, eu acerto até o valor da comissão. Então, comissão de 3% a 5%, tira multa e direciona o edital”, explica.
Outra empresa paulista, a Splice, também faz parte do esquema ilegal. E as cenas flagrantes de corrupção se repetem. Sobra dinheiro até para a campanha eleitoral de prefeitos corruptos.
Para o vendedor da empresa, José Leandro Vitt, a fraude dos editais é comum no mercado. E acusa a concorrente gaúcha Eliseu Kopp de participar do esquema.
O Fantástico teve acesso a editais publicados por quatro prefeituras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina em que a Kopp venceu a licitação. Nos de Lagoa Vermelha, Erechim e Rio do Sul, trechos inteiros são exatamente iguais.
Sem saber que está sendo gravado o funcionário da Eliseu Kopp, Jean Carlos Ferreira, admite a montagem de editais para direcionar a licitar em favor da empresa.
“Esse aqui é o meu produto. Se você gostar, eu vou te dizer quais são as especificações dele. Eu vou te dar uma ajuda. E tu ‘vai’ montar. É assim que as prefeituras fazem. É legal”, afirma.
Não. Isso é crime contra as licitações. E contra o bolso do contribuinte.
“O que nós constatamos nesses editais são situações de possível direcionamento dessas licitações em função, por exemplo, da especificação dos equipamentos que estão sendo demandados. Um edital direcionado seria uma falha gravíssima”, diz Cezar Miola, vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Gande do Sul.
Há dois anos em Carazinho, no interior gaúcho, o promotor da cidade conseguiu suspender as lombadas e radares da Eliseu Kopp. Mas a razão foi outra. Ele descobriu que 85% da arrecadação com multas seriam repassados à empresa. Quanto mais multas, mais dinheiro para a Kopp. Em outra cidade do interior gaúcho, Vacaria, a cláusula do contrato que previa os repasses à empresa foi suspensa. Em um ano, a prefeitura economizou R$ 1 milhão.
O repasse de percentuais de multas às empresas como a Eliseu Kopp pode livrar milhares de motoristas das penalidades. Isso porque as multas podem ser anuladas. Foi o que decidiu a Justiça do Ceará depois de denúncia feita pelo procurador da República Oscar Costa Filho.
“Uma resolução do Contran de outubro de 2002 diz que todas aquelas multas que tenham com base em contratos que estipulassem a chamada cláusula de produtividade ou cláusula de remuneração – o que significa quanto mais multas se aplica mais se arrecada – devem ser imediatamente retiradas do sistema”, explica.
E o que acontece quando o radar não está onde deveria? Em 2009, um estudo apontou os 50 trechos de rodovias brasileiras onde mais acontecem acidentes com mortes.
“As pessoas que estão sendo mortas todos os dias no trânsito acabam sendo totalmente desvalorizadas por estudos que estão sendo mal feitos e radares mal colocados”, comenta o programador Israel dos Santos Rodrigues.
Segundo o levantamento, lidera o ranking de mortes um trecho na Rodovia BR-282, no oeste de Santa Catarina. Na semana passada, 27 pessoas morreram em um acidente envolvendo um ônibus e uma carreta.
“Nós temos que fiscalizar, usar os equipamentos disponíveis, a tecnologia que está aí para salvar vidas, desde que tenham critérios para isso. E, claro, um dos critérios é que não tenha falcatrua, tráfico de influências, interesses. Os radares devem estar nos locais onde realmente vão salvar vidas. E falcatrua com vidas é inadmissível”, ressalta Diza Gonzaga, da Fundação Thiago Gonzaga Vida Urgente.
O Fantástico pediu explicações para as empresas citadas na reportagem.
“A empresa não participa de acordos de mercado. A empresa não faz direcionamento de editais. Pelo que eu vi da declaração, foi dentro de uma conversa informal onde o funcionário estava dizendo ao pretenso representante da prefeitura que ele estava oferecendo uma especificação do produto. Até porque essa não é, não foi e nunca será a orientação da empresa”, afirma Nelson Momo, diretor da Kopp.
A Consilux também se manifestou.
“A nossa política é muito clara: não admitimos nada parecido com isso. Todos os nossos contratos são muito transparentes. Não existe a menor possibilidade de ter qualquer tipo de negociata”, diz o diretor-presidente da Consilux, Aldo Vendramin.
Em nota, a empresa Splice, de Votorantim, no interior de São Paulo, disse que repudia esquemas ilegais e que afastou o funcionário mostrado na reportagem.
Na capital paulista, a Consladel divulgou nota negando as irregularidades denunciadas e que o vendedor da imprensa imaginava estar negociando com um representante comercial, por isso, a oferta de comissão.
A Perkons, de Curitiba, disse que vai se manifestar depois de a reportagem ir ao ar. O advogado da Dataprom, também de Curitiba, disse que a empresa desconhece as práticas reveladas pelo Fantástico.
Procuradas, as prefeituras de Erechim e Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul, e Rio do Sul, em Santa Catarina, negaram que os editais tenham sido direcionados para favorecer a empresa Eliseu Kopp.
O secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, a quem o Daer é subordinado disse que o coordenador Paulo Aguiar será exonerado do cargo nesta segunda-feira (14).
“Ver um agente privado oferecendo vantagens a um agente público narrando essa obtenção de vantagens é realmente personificar corrupção e algo revoltante”, avalia o procurador-geral do Ministério Público de Contas do Rio Grande do Sul, Geraldo da Camino.
Mais de R$ 13 mil já foram arrecadados em campanha lançada nas redes sociais; dinheiro vai melhorar acessibilidade do quintal
Uma campanha na internet está arrecadando dinheiro para reformar a casa onde vive o garoto Miguel, 3 anos, que faz sucesso na internet desde que a mãe decidiu filmá-lo caminhando sozinho pelo terreno irregular do imóvel. O filme foi postado nas redes sociais (veja aqui), e o menino, que nasceu cego, conquistou a simpatia dos internautas de todo o país. Estimulado pela mãe a fazer o pequeno trajeto de forma independente, ele demonstra coragem ao caminhar, apesar das dificuldades, até a casa da avó, que fica no mesmo terreno. As intervenções que vão melhorar a acessibilidade na residência do Bairro Jardim Cachoeira, na Zona Norte, começaram nesta segunda-feira (21). Cerca de R$ 8 mil serão necessários para as obras no quintal, mas a campanha quer arrecadar mais R$ 50 mil para a reforma total da casa. Até o final de semana, pouco mais de R$ 13 mil já haviam sido arrecadados.
A campanha foi encabeçada pela diretora-executiva de uma empresa de cosméticos, a brasileira Kenia Freitas. Apesar de morar nos Estados Unidos e não conhecer a família de Miguel, ela se sensibilizou com o vídeo e decidiu ajudar. Só em território norte-americano, ela conseguiu mais de R$ 10 mil com amigos. "Estou a milhares de quilômetros de distância. Moro nos Estados Unidos. Dia 10 de julho de 2014, às 15h, pedi a Deus que colocasse pessoas em meu caminho para serem ajudadas. Às 19h, abri meu Facebook e o primeiro post era o vídeo do Miguel. Na mesma hora algo testificou comigo que era resposta de minha oração", escreveu Kenia, em seu perfil no Facebook.
"Nosso sonho era arrumar esse quintal para ele. Agora meu filho vai ter o que sempre quisemos dar", diz a mãe de Miguel, a dona de casa Josiane Almeida Santos Dias, 31. A primeira etapa da obra de reforma do quintal é a canalização da água pluvial. "Meu terreno fica abaixo do nível da rua. Quando chove, entra água na casa toda. Em uma dessas chuvas, a água derrubou o muro da casa e levou quase metade do espaço cimentado que o Miguel tinha para brincar no quintal", diz Josiane. Em uma etapa posterior, caso a família arrecade mais dinheiro, a casa simples onde o garoto mora com os pais e mais quatro crianças será reformada. "Não sou uma pessoa que tem luxo, mas a gente sonhava em fazer uma coisa legal para o Miguel. O que essas pessoas estão fazendo vai além do que eu imaginava", comemora Josiane.
As doações podem ser feitas diretamente na conta de Josiane, no banco Bradesco (agência: 0080-9, conta poupança: 0126622-5). Os relatórios da quantia arrecadada estão sendo publicados na página da campanha"Ajude o Miguel" no Facebook.
O vídeo
Postado no perfil de Josiane no Facebook, no dia 23 de abril, o vídeo já foi compartilhado por mais de 52 mil pessoas. No registro, ela pede que o filho vá até a casa da avó. De início, com medo, Miguel reclama de ter que ir sozinho. A mãe então pede que ele busque uma panela. Como gosta de se sentir útil, o menino desta vez aceita a provocação. A casa da avó fica no andar de cima do mesmo imóvel, mas o terreno irregular e as escadas fazem do curto trajeto um desafio para o garoto cego. Todo o registro foi feito pela própria mãe sem que Miguel soubesse que ela estava perto o tempo todo.
]
Dunga e CBF: contrato assinado
Dunga será apresentado na próxima terça-feira pelo presidente da CBF, José Maria Marin.
O treinador e a entidade que dirige o futebol brasileiro já assinaram o contrato que define o retorno de Dunga ao comando da Seleção.
Conforme a JOVEM PAN noticiou, o primeiro contratado seria o coordenador técnico Gilmar Rinaldi. Informação confirmada.
A emissora disse também que o treinador que assumiria a Seleção "seria uma surpresa e provocaria impacto".
Revelou, depois, que a CBF se preparava para resgatar Dunga (reveja aqui) .
No dia seguinte, confirmou que Dunga e Gilmar já montam novo plano para a Seleção (leia aqui).
Restava o acordo formal, que já aconteceu.
O GOL DO ANO?
Thiago Neves, ex-Flu, faz golaço IMPRESSIONANTE antes do meio-campo na Arábia Saudita. Veja o lance: http://youtu.be/_L_4FZmBdl0
Prêmio Puskas? Thiago Neves faz golaço de antes do meio de campo na Áustria
Em pré-temporada com o Al-Hilal, Thiago Neves marcou um golaço no amistoso da equipe árabe contra o Dínamo Kiev, na Áustria. O brasileiro cobrou falta do campo de defesa, por cima do goleiro, e fechou a vitória de 3 a 0 do seu time com um lance incrível. Será mais um concorrente para Gessé e Neto Baianopor uma vaga na eleição de gol mais bonito do ano, o Prêmio Puskas, da Fifa?
- É muito bom começar a pré-temporada com um golaço e, melhor ainda, vencendo e convencendo. O Dínamo é um grande time e, se vencemos por 3 a 0, não foi à toa. Eu sempre fiz meu trabalho com pé no chão, dando o meu melhor dentro do campo e me cuidando fora dele. Claro que todo jogador quer uma oportunidade de representar seu país no futebol, mas procuro me manter focado no bom rendimento aqui no Al Hilal para, quem sabe, ter um lugar nos projetos do próximo treinador da seleção brasileira - afirmou Thiago.
PM localizar arma, munições e droga em carro no São Mateus JF
Assista o vídeo : http://youtu.be/PBlDRpy3q3o
Na tarde de domingo (13), um homem, 27 anos, foi flagrado com arma, munições e droga, enquanto transitava de carro pelo Bairro São Mateus, Zona Sul da cidade. A prisão foi feita por militares da Rotam, após um indivíduo ter denunciado à polícia que viu o suspeito manuseando uma arma de fogo dentro de um veículo Sandero, em companhia de outro homem, na Avenida Francisco Bernardino, Centro. De acordo com o oficial a frente da ocorrência, tenente Carlos Vilaça, após a comunicação do fato, os militares deram início a um rastreamento pelas possíveis rotas de fuga do suspeito.
O homem foi localizado no Bairro São Mateus, Zona Sul. "Nos deparamos com o veículo trafegando pela Rua São Mateus, onde foi feita a abordagem. Dentro do carro encontramos um revólver calibre 32, 45 munições de mesmo calibre e uma bucha de maconha. O suspeito afirmou que comprou a arma por R$ 400, na Vila Esperança", conta o policial. Segundo o tenente, o homem alegou que estava andando armado após gados de sua propriedade rural terem sido furtado. Ele foi preso em flagrante e conduzido para a delegacia. O suspeito foi ouvido, pagou fiança e foi liberado.
Para técnico da Holanda, disputa de 3° lugar não deveria ser jogada
Técnico Louis Van Gaal dá instruções a Robben, Kuyt e Wijnaldum durante o primeiro tempo contra a Argentina Leia mais AP Photo/Frank Augstein
Brasil e Holanda entram em campo no próximo sábado, em Brasília, para disputar o 3° lugar da Copa do Mundo. Mas há quem prefira que esse jogo nem seja disputado. É o caso de Louis Van Gaal, técnico da Holanda, que acabou derrotada nesta quarta-feira, nos pênaltis, pela Argentina.
"Acho que esse jogo nem deveria ser jogado. É injusto porque temos um dia a menos de nos recuperar. Mas o pior é, acredito, chance que perde duas vezes seguidas. E um torneio que você jogou maravilhosamente e pode sair como um perdedor", afirmou.
"De qualquer jeito, já disse isso há 20 anos. Não acho que faz sentido jogar pelo terceiro lugar, já que só tem um prêmio que é o primeiro lugar", lamentou.
A Holanda foi derrotada pela Argentina por 4 a 2 nas cobranças de pênaltis, após empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Já o Brasil entra para a disputa de 3° após perder por 7 a 1 para a Alemanha na última terça-feira.
Schumacher sai do coma e deixa hospital em Grenoble
Piloto alemão continuará recuperação em local não divulgado
Schumacher sofreu um grave acidente de esqui no dia 29 de dezembroGetty Images
Quase seis meses após sofrer um grave acidente de esqui, o heptacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher deixou o hospital na cidade francesa de Grenoble. De acordo com a família, o ex-piloto também não está mais em coma.
A boa novidade foi divulgada através de comunicado oficial:
— A família gostaria de expressar sua gratidão a todos os médicos, enfermeiros e terapeutas do hospital, assim como a equipe de socorristas que fizeram o atendimento no local do acidente. Eles fizeram um trabalho fantástico nestes primeiros meses
O local para o qual o ex-piloto foi levado não foi revelado:
— Para o futuro, pedimos a compreensão que a reabilitação dele será feita longe dos olhos do públicos
De acordo com informações da BBC inglesa, parentes já haviam alertado que “está claro desde o começo que será uma longa e difícil luta para Schumacher”.
Por fim, a família do alemão agradeceu o carinho dos fãs:
— Temos certeza que isso ajudou
Um dos maiores nomes da história do esporte, Schumacher bateu a cabeça em uma pedra quando andava de esqui fora do percurso no dia 29 de dezembro. Desde então, ele estava inconsciente, mas pouco a pouco foi acordando.
Faustão detona abertura da Copa e elogia Claudia Leitte: “ela se salvou”
O apresentador Fausto Silva detonou a festa de abertura da Copa do Mundo. Durante o programa Domingão do Faustão, ele criticou a apresentação e disse que Claudia Leitte salvou a festa.
“Quem tem impressionado foi essa madame aqui. Se viu aquela festa merreca de abertura da Copa do Mundo? Ela se savlou, tava tia Jennifer, Pitbull e a pitboa aqui. Ela se salvou da festa, mostrou talento da mulher brasileira, cantou como ninguém, tava bonita'', falou.
“Isso aí na dança da galera nossa, a gente faz bem melhor, muito mais barato., com certeza. Essa desculpa do gramado, gastaram 17 milhões para fazer essa 'm…ercadoria' aí. Agora, olha como está linda nossa Claudia Leitte'', completou.
Questionada sobre a apresentação, Claudia Leitte disse que tem poucas memórias sobre a apresentação. “Eu só me lembro de subir cantando Aquarela do Brasil. Só me lembro disso, o resto foi um apagão”, falou a artista que ficou arrepiada.
“Quando eu subi cantando Aquarela do Brasil a multidão toda se levantou. Eu me arrepiei toda, estava tremendo toda. E era tudo ‘vida’ ali, não estava acostumada com isso. E eu tinha que segurar a onda ali, fazendo a linha ‘sou gostosa, to otima’”, complementou.
A cantora ainda revelou um elogio feito por Jennifer Lopez ao povo brasileiro. “Ela falou qualquer coisa assim: ‘é emocionante, não acredito nisso’. Foi algo nessa linha e eu respondi: ‘E eu falei, te falei, é o povo brasileiro. Eu avisei’”, finalizou.
Ao comentar a Copa do Mundo, Faustão chegou a cometer um erro também. Ele chamou Abel Neto direto da Granja Comary, mas errou o sobrenome do repórter e falou Abel Braga, nome do técnico do Inter.
Assinar:
Postagens (Atom)













