Dez lojas da franquia de cosméticos e perfumes O Boticário foram fechadas no Vale do Aço este mês, sendo sete em Ipatinga e três em Coronel Fabriciano em Minas Gerais. O PLOX conversou com o empresário Jamilson de Macedo Soares, na tarde desta terça-feira (23). Ele confirmou o encerramento das atividades das unidades que estavam sob seu comando.
O empresário lamentou e destacou que no próximo mês completaria 30 anos de atuação. Cerca de 100 funcionários foram dispensados. As lojas estão localizadas nas principais áreas comerciais, como, por exemplo, a rua Maria Mattos em Coronel Fabriciano e o Shopping Vale do Aço em Ipatinga. Loja na cidade não pertence ao mesmo grupo das que foram fechadas, portanto, permanecem abertas.
Jamilson Soares declarou que o fechamento se deu por alguns motivos, dentre eles, o acirramento da crise econômica. Ele destaca que, no entanto, logo que as lojas começaram a passar por dificuldades, a fabricante, detentora da marca, demonstrou interesse em absorver as lojas.
Ainda de acordo com o empresário, esse interesse se deu, principalmente, porque na região do Vale do Aço, as lojas demonstram resultados acima da média do país. Ele afirmou ainda que a fabricante está assumindo as unidades que, provavelmente, serão reabertas pela própria O Boticário.
Outros casos
O empresário afirmou que existe no Brasil uma certa tendência das franqueadoras tentarem obter o controle das lojas dos franqueados. Segundo ele, isso não acontece só com perfumes, mas também com fast food’s e outros.
O empresário afirmou que existe no Brasil uma certa tendência das franqueadoras tentarem obter o controle das lojas dos franqueados. Segundo ele, isso não acontece só com perfumes, mas também com fast food’s e outros.
A própria rede O Boticário está vivendo uma situação semelhante em São Paulo, onde também foram fechadas recentemente 14 lojas franqueadas. A responsável pelas lojas, Izabel Cristina Litieri, franqueada também há cerca de 30 anos, declarou a um jornal paulistano que se sente injustiçada.
Ela move uma ação contra o franqueador, na qual afirma que a fabricante começou a limitar e, depois, suspender o fornecimento de produtos. E que, em sua avaliação, isso seria uma forma de “asfixiar financeiramente” a franquia.
Para a lojista, houve “um claro movimento” da rede O Boticário de “forçá-la a entregar o seu negócio”. “Entre venda direta e as 14 lojas, minha empresa vendia cerca de R$ 55 milhões por ano. Comprava R$ 2 milhões em produtos da marca por mês. Era bastante. Havia condições de expandir o negócio”, declarou.
Para a lojista, houve “um claro movimento” da rede O Boticário de “forçá-la a entregar o seu negócio”. “Entre venda direta e as 14 lojas, minha empresa vendia cerca de R$ 55 milhões por ano. Comprava R$ 2 milhões em produtos da marca por mês. Era bastante. Havia condições de expandir o negócio”, declarou.
Izabel Cristina afirma que seu negócio já vinha acumulando dívidas, mas disse que acredita que os detentores da marca O Boticário poderiam ter sido mais flexíveis. Porém, eles optaram por absorver as lojas.